Nessa semana, vivi algumas experiências, felizmente de outras pessoas, que me mostraram que o barato sai muito caro. E foi bem interessante, por conta dessas experiências, encontrar um texto bem bacana no site Petapixel. O texto, assim como já indicado no título, na realidade é uma sátira, mas com situações vividas por vários fotógrafos ao redor do mundo. Situações onde o barato sai muito caro. E fotos perdidas não podem ser recuperadas, por detalhes que são culpa do fotógrafo.
No texto, um fotógrafo chamado Hunter McEwen foi demitido de uma grande produtora de vídeo por ter perdido as gravações feitas nos últimos 3 dias. A culpa dessa perda foram dos cartões de memória falsificados e de péssima qualidade que Hunter havia adquirido. O fotógrafo afirma estar chocado com o fato de seu cartão de memória de US$ 23, comprado no eBay de um vendedor sem avaliações, ter falhado. Aproveitando esse fato, o fotógrafo comentou de outras situações onde equipamentos adquiridos com preços mais modestos causaram problemas. Como os cartões que pararam de funcionar por serem trocados de câmera sem formatar, a bateria paralela que super aqueceu dentro do equipamento, ou o tripé que despencou com a câmera.
“Gastei US$ 12.000 na minha câmera e lentes, então pensei: por que gastar mais do que o necessário em um cartão de memória?”, diz McEwen. Quanto ao tripé, “por que eu pagaria até 100 dólares por algo que fica parado sem me dar visibilidade nas redes sociais? Ninguém vê. Então, não faz diferença.” Situações que levaram o fotógrafo a ter muitos prejuízos.
Você pode ler o texto completo aqui.
Pode ser engraçado ao ver essa situação, mas vejo fotógrafos passando por isso todos os dias aqui na cidade e na internet por conta de achar que acessórios de baixa qualidade podem substituir os equipamentos originais e não causar danos. Cartões de memória são as principais escolhas erradas dentro dessa categoria. Cartões originais oferecem uma tecnologia confiável. Algumas marcas chegam a oferecer garantia vitalícia em seus cartões. Eu mesmo já tive cartões que funcionaram por mais de 10 anos. Porém, eles não são baratos. Cartões com 512GB podem chegar a custar R$ 1.000,00 no Brasil. Ao mesmo tempo encontramos cartões falsificados no Mercado Livre por 10% desse valor. Porém, são cartões não confiáveis e que quase sempre não possuem todo o espaço de armazenamento prometido. Empresas de recuperação de dados estão cheias desses cartões com problemas.

Outro acessório muito pirateado e difundido no Brasil são as baterias. Aqui, as vezes, também é o caso de nem sempre acharmos baterias originais, já que a maior parte das câmeras não é vendida oficialmente em nosso país. Algumas baterias da Canon possuem preços próximos de R$ 950,00 e encontramos as genéricas por R$ 250,00 na internet. Essas baterias duram bem menos do que as originais, nem sempre o sistema da câmeras às reconhecem como baterias válidas e sempre existe o risco de explosão ou simplesmente pegar fogo. Existem vários vídeos no instagram de fotógrafos com câmeras pegando fogo durante eventos.
E por fim, outro acessório muito negligenciado é o tripé. Existem várias opções baratas no mercado e que não oferecem nenhum tipo de estabilidade para o equipamento. Tripé precisa ser pesado e estável. Com engrenagens e pinos confiáveis. Relatos de tripés que simplesmente viraram ou deixaram câmeras cair no chão são inúmeros.
O que aprendemos com todos esses casos é que câmeras e lentes são muito caras. Quem trabalha profissionalmente possui uma responsabilidade gigantesca. Perder equipamentos ou, mais importante, perder as fotos que já fizemos por conta de economia em acessórios importantes é irresponsabilidade. Não adianta nada investir um dinheiro considerável em uma câmera e utilizar um cartão falsificado de péssima qualidade. No final, você está apenas brincando e não sendo um fotógrafo de verdade.







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