Espírito na Pele – um projeto de nu artístico

Em 2011 eu estava muito entediado. Estava produzindo muita fotografia, principalmente em ensaios sensuais e de nu, mas também estava frustrado com a natureza do meu trabalho. Não faltavam clientes, mas a maior parte das fotos produzidas eu não tinha autorização para publicar ou anexar ao portfólio on-line. As clientes pagam pelo ensaio, mas querem preservar sua identidade. Eu entendo isso e sei que faz parte dessa área da fotografia feminina, mas não deixa de ser frustrante.

Foi nesse momento em que pensei em um projeto de fotografia onde conseguiria unir várias coisas que gostava: a fotografia de nu, a fotografia artística e a prática do ensaio fotográfico. Ensaio fotográfico é uma área da fotografia que possuí duas regras. A primeira é a unidade temática. As fotos realizadas precisam contar uma história, fazerem parte do mesmo tema. A segunda regra é que o ensaio precisa ter uma unidade formal. Isso quer dizer que a estética das fotografias envolvidas precisam conversar entre si.

Foi nesse contexto que eu criei um projeto chamado “Espírito na Pele” (Destacando aqui que criar um nome para os projetos sempre foi de uma grande dificuldade para mim) onde eu consegui juntar a fotografia de nu com uma estética artística abstrata. No projeto eu trabalhei com projeções de imagens sobre o corpo nu. Claro que trabalhar com projeções não era novidade, mas eu adicionei um contexto às imagens projetadas. Antes dos ensaios de cada modelo, eu apliquei um questionário para cada uma e fiz uma pequena entrevista. Depois, eu sai pra produzir imagens segundo a minha interpretação da personalidade de cada uma delas.

Então, as imagens projetadas foram produzidas especificamente para cada modelo e são uma intepretação de seu íntimo, sua alma. Por isso do nome Espirito na Pele. Todas as modelos foram fotografadas com a mesma câmera e uma lente 50mm f/1,8 com imagens projetadas através de um projetor multimídia da Epson. O resultado são as fotos que estão na galeria abaixo. Um ponto crucial para o projeto é que a identidade de todas as modelos foi preservada. Em nenhuma foto o rosto das modelos aparece ou qualquer marca ou tatuagem que pudesse levar a uma identificação.

Fiquei produzindo esse projeto por 3 anos. O primeiro ensaio aconteceu em 2011 e o último ensaio em 2014. Em 2012 eu inscrevi algumas das fotos no concurso “Mapa Cultural Paulista” e consegui ser um dos finalistas da disputa. Um dos momentos mais bacanas de minha carreira.

Um projeto fotográfico pode ser uma ótima válvula de escape para a criatividade de um fotógrafo, principalmente nos momentos em que você está se sentindo preso ou com a criatividade em baixa. Pode te levar para caminhos que você nunca pensou em trilhar e trazer ótimos frutos.

Se você gostaria de entrar no caminho da fotografia artística, autoral ou do ensaio fotográfico eu tenho uma proposta para você. Está a venda o meu curso sobre fotografia artística. Está o hotmart e custa apenas R$ 19,90. Vale a pena dar uma olhada.

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Eu sou Gilson Lorenti

Fotógrafo de mulheres, mentor de fotografia e fã de música e cinema. Esse é meu blog onde falo um pouco sobre todos esses assuntos. Seja bem vindo.

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