Ontem eu finalmente assisti à mais recente adaptação de He-Man e os Mestres do Universo para o cinema. Faz meses que estamos sendo bombardeados com material de marketing do filme em todas as redes sociais. Cenas que apelam para a criança que existe dentro dos marmanjos de 50 anos e que passaram a infância assistindo repetidamente ao desenho na rede globo. Então me rendi à nostalgia e fui até a sala de cinema mais próxima para conferir a produção. E não me arrependi.
He-Man foi uma das famosas produções dos anos 80 feitas para vender brinquedos. Assim como Transformers, o desenho foi encomendado para apresentar uma linha de brinquedos da Hasbro com variados personagens, construções e veículos. E deu certo. O desenho fez muito sucesso no Brasil e a venda de brinquedos disparou. Eu fui uma criança pobre e nunca tive um dos bonecos da saga, mas eram muito bacanas. O desenho fez tanto sucesso que teve uma adaptação para o cinema em 1987 com Dolph Lundgren no papel de He-Man. O filme é horrível, mas gosto de assistir pelo o que ele representou.

Agora temos uma nova adaptação que chegou em junho aos cinemas. Na história, Eternia é invadida pelas hordas do vilão Esqueleto e o jovem principe Adam é enviado para o planeta Terra junto com a espada do poder para escaparem do vilão. Depois de 15 anos ele é resgatado por Teela e descobre que pode se transformar em um super herói ao erguer sua espada mágica e gritar: pelos poderes de Greyskull. O resto do filme é pancadaria épica e a reconquista do planeta.
O que achei do filme? Eu gostei. Ele não é perfeito. existem várias características onde o diretor Travis Knight pesou um pouco a mão, mas o filme consegue entregar o que promete: duas horas de diversão. Acho que o ponto mais chato do filme é tentar colocar a história dentro do padrão comédia da Marvel. Algumas cenas constrangedoras e várias piadas de duplo sentido com o tamanho da espada do herói. Mas, isso não chega a deixar o filme menos legal. Nicholas Galitzine convence como He-Man/Adam e Camila Mendes foi uma ótima Teela. Jared Leto entrega uma ótima performance como Esqueleto, embora sua voz e rosto estejam irreconhecíveis. Porém, foi Alison Brie e sua Maligna (Evil-Lyn no original) que conquistou meu coração.

Além da diversão, um dos pontos extremamente positivos do filme é sua trilha sonora. Épica e Pop ao mesmo tempo. No momento de virada dos heróis temos a execução quase completa de Princes of the Universe da banda britânica Queen. Nem preciso falar que nesse momento eu quase levantei da cadeira de tanta emoção. Do ponto de vista negativo temos a personalidade infantilóide de Adam, que traz um pouco de antipatia ao personagem no começo do filme e o fato de Gorpo, um personagem muito importante no desenho animado, aparecer apenas em uma pequena participação no final do filme., Fecho minhas considerações falando da participação especial de Dolph Lundgren, o primeiro He-Man do cinema, em um diálogo aleatório com Adam, e a brasileira Morena Baccarin como A Feiticeira.
Um filme épico, história bacana, efeitos especiais muito competentes, trilha sonora marcante e muita nostalgia transpirando em todos os minutos de exibição. Ideal para você que quer diversão e viajar para um universo totalmente empolgante.
P.S. Se você quer curtir ainda mais a nostalgia, então assista a versão dublada com o Garcia Júnior dublando o He-Man e o Luiz Carlos Persy como Esqueleto. Vale a pena.





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