Eu sou um grande amante de música. E comecei essa minha jornada uns 35 anos atrás. Quando comecei a gostar de música o mundo era bem diferente. As únicas formas de consumir música era através do rádio (AM e FM), fitas cassete gravadas ou ir até uma loja de discos e comprar um vinil. Um adolescente nos dias de hoje, que possui as comodidades do streaming nas mãos, ficaria angustiado com a falta de opções daquela época.
Comecei a trabalhar com 14 anos e os primeiros dinheirinhos que tive foram para comprar o meu primeiro disco de vinil. Uma coletânea chamada Commando Metal. Tinha muita coisa boa nesse disco e foi com ele que ouvi pela primeira vez bandas como AC/DC, Badlands, Motley Crue e Slayer. Uma boa viagem sonora. Como minha família nunca teve muitas condições financeiras, o aparelho de som de casa era bem ruim. Um conjunto 3 em 1 da CCE. Mas, eu não sabia disso na época. Por isso que fiquei muito impactado quando ouvi o primeiro CD em minha vida.
A nova tecnologia chegou até minhas mãos no ano de 1995. Comprei um aparelho modular e pluguei na entrada auxiliar desse aparelho de som. Mesmo sendo um aparelho ruim, a qualidade do CD se sobressaiu em muito em relação aos discos de vinil. Essa constatação me fez chegar a uma conclusão muito triste: discos de vinil não eram bons. Me desfiz de todos os discos que eu tinha e passei a comprar apenas CDs. Só muitos anos depois eu descobri que, na verdade, os discos não eram ruins e sim o meu aparelho de som que possuía várias limitações.
Foi essa história que contei no podcast Papo de Colecionador do amigo Marcelo Scherer do canal Disconecta. Convido a todos vocês a assistirem esse papo e ver como algumas percepções sobre qualidade de música podem mudar com o passar do tempo e a sabedoria.



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