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Eu admito que fiquei muito preocupado quando anunciaram uma cinebiografia da banda Queen. Eu gosto muito do quarteto britânico e sabemos que esse tipo de projeto não costuma agradar a todos, já que muita coisa tem que ficar de fora para caber em um filme. Dito e feito, mas não vou comentar aqui sobre o filme. Se você quiser saber minha opinião sobre o filme Bohemian Rhapsody, então é melhor ouvir o meu podcast sobre o filme. É bem curtinho e vale a pena.

Já a trilha sonora é outra coisa. Como o filme se propôs a cobrir uma parte significativa da carreira da banda, então o disco resultante da produção seria espetacular. E não nos decepcionamos com isso. Existe uma estatística na Inglaterra de que Queen vendeu muito mais discos do que The Beatles. Isso se deve, em grande parte, pelos dois discos intitulados de Greatest Hits I e Greateste Hits II que foram lançados na década de 1990. Muita gente conhece o Queen por conta desses dois discos. E essa trilha sonora do filme vai pelo mesmo caminho. Clássicos em cima de Clássicos. Mas, esse também é seu maior defeito.

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O Queen é muito mais do que as músicas que viraram Hits nas rádios e vídeo clipes para a TV. O Queen verdadeiro é uma banda cheia de experimentalismos e bizarrices (para a época) que transcende o que seria o normal dentro do rock. Esse experimentalismo nunca foi muito divulgado na mídia e fica restrito apenas para os fãs. Embora o filme mostre um pouco do processo de composição da banda, a trilha sonora foca apenas nas músicas mais conhecidas.

O filme percorre a carreira do Queen desde o primeiro disco (1973) até o disco The Works de 1984. O CD com a trilha sonora possui 22 faixas e podemos encontrar versões ao vivo nunca antes lançadas em disco e versões clássicas de grandes sucessos. Entre as versões de estúdio podemos nos divertir com Killer Queen, Crazy Little Thing Called Love, Another One Bites the Dust, I Want to Break Free entre outras. Na parte ao vivo temos Keep Yourself Alive, Love of My Life (no Rock in Rio), Fat Bottomed Girls e Now I’m Here.

Porém, para mim, o destaque absoluto do disco são as 4 músicas retiradas do concerto do Live Aid em 1985. Embora essa apresentação faça parte do DVD especial do festival, lançado posteriormente, a gravação nunca foi lançada em disco. O Live Aid foi um ponto de virada para a banda. Foi onde eles perceberam que ainda funcionavam muito bem como um grupo depois de um período conturbado em seu relacionamento. No filme, a apresentação fecha a história mostrando uma banda perfeita. Infelizmente, faltou uma música da apresentação. We Will Rock You foi cortada da apresentação por já ter aparecido em outro momento. Mas, temos aqui Bohemian Rhapsody, Radio Ga Ga, Hammer to Fall e We Are the Champions.

Esse é um disco muito bacana para quem quer conhecer a banda, e um item obrigatório para quem acompanha esse grande grupo. Único ponto negativo do disco (e do filme também) foi ter esquecido completamente o disco que foi gravado como trilha sonora do filme Flash Gordon. Mas, vale muito a compra.

Uma resposta a “Bohemian Rhapsody – trilha sonora”

  1. […] Quem se interessa pela trupe britânica pode ver muito bem esses aspectos no ótimo documentário Days of our Lives que foi lançado em 2011 e foi lançado no Brasil em DVD e Blu-Ray e também pode ser encontrado legendado no Youtube. Outra indicação para conhecer a banda é o filme Bohemian Rhapsody que foi lançado em 2018 e conta a parte inicial da carreira da banda. Tem muita ficção no filme, mas a trilha sonora é muito bacana. […]

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